Posted: abril 26th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo | 6 Comments »
Portinho
Foram mais de 3 anos sem atualizações. Muita coisa aconteceu durante este tempo. Vou contar para vocês um pouco sobre a história deste projeto. De onde saiu o nome Portinho? De onde surgiu a ideia de montar um software para otimização do Windows? Porque ele parou de ser atualizado?
Bem, o Portinho começou em 2004, quando eu tinha 16 anos de idade. Comecei a programar em Pascal graças aos livros que meu pai adquiriu quando cursava graduação em Engenheria de Telecomunicações e pós em Ciência da Computação. Eu deixava de ir nas festinhas da família para ficar programando e lendo estes livros. Adorava ver aqueles comandos, não entender nada e ainda acreditar que um dia aquelas palavras e símbolos iriam fazer sentido.
O Portinho começou como um projeto pessoal. O meu desejo era criar um utilitário que aumentasse o rendimento da minha máquina, ou seja, o objetivo do programa era atender a minha própria necessidade. Como meu apelido é Portinho (irmão mais novo da família Porto), resolvi então colocar este nome no meu primeiro programa.
No final de 2004 / início de 2005, comecei a distribuir o Portinho para os amigos mais próximos. Queria ver a reação deles. Eles usaram, gostaram e começaram a dar sugestões. Foi uma experiência incrível. Um dos pontos mais críticos do Portinho era a sua interface. Simplesmente uma vergonha (eu assumo). E o ícone? O ícone era uma caricatura do meu rosto (criada pelo Xantus). Fui enfrentando os desafios até conseguir algo decente.
Com o passar do tempo, o programa foi ficando mais maduro e o pessoal começou a me pedir atualizações constantemente. O aumento da demanda dos meus amigos fizeram com que eu cadastrasse o Portinho nos sites de downloads. Não existia expectativa. Para a minha surpresa, o sucesso foi grande. Foram mais de 1.000.000 de downloads no primeiro ano, sem contar as reportagens, matérias e prêmios.
Em 2006, lancei a versão do Portinho com suporte a multi-idiomas. O utilitário desenvolvido no Brasil agora estava disponível para as pessoas do mundo todo. Cada dia que se passava, mais gente utilizava e maior era o trabalho para mantê-lo.
O Portinho chegou a sair na capa do portal Terra (o que não quer dizer muita coisa, já que o servidor não aguentou 10 minutos). Outra grande surpresa foi entrar na universidade e descobrir que um colega de sala (hoje é um grande amigo) já havia usado o Portinho.
No final de 2006, aos meus 18 anos, resolvi arriscar. Decidi montar uma empresa. O que eu tinha? Um nome, muita vontade de dar certo e foco. Sabia exatamente aonde eu queria chegar, mas não como. Para simplificar: é o mesmo que ir para uma guerra querendo vencer mas sem saber quais armas serão utilizadas. Não sabia nada sobre empreendedorismo. Não sabia nem que existia a danada da contabilidade. Muito menos o que significava CNPJ.
Em 2008, abri a Quicksys. O objetivo era criar uma empresa que fornecesse produtos e serviços para prolongar a vida útil dos computadores. Durante a caminhada da empresa, o Portinho acabou sendo colocado de lado. As responsabilidades aumentaram, as cobranças e o projeto foi ficando cada vez mais distante do meu dia-a-dia.
No ínicio deste ano (2010), decidi trabalhar novamente com o projeto que me fez abrir a cabeça e encarar os novos desafios. Estou dedicando o meu tempo livre para as pessoas que acreditaram em mim: os usuários do Portinho.
O PORTINHO ESTÁ DE VOLTA!
Algumas Reportagens/Entrevistas/Screenshots do Portinho
Para obter mais informações sobre o Portinho e como melhorar o desempenho do seu computador, acesse: http://www.portinho.com.br
Posted: abril 23rd, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo | Tags: casa, dicas, home office, trabalho | 4 Comments »
A editora da revista Inc., Leigh Buchanan, trabalha de casa há três anos. Não é só alegria; ela confessa que às vezes se sente sozinha, e que briga muito para ter disciplina e não atrapalhar o trabalho com afazeres domésticos. Mas, de modo geral, tem sido uma experiência interessante.
“Trabalho de casa há três anos, sem nada pra olhar além da paisagem de montanhas, e sem nada pra ouvir além de esquilos pulando no quintal. Às vezes fica bem solitário. Sinto falta das conversas aleatórias nos corredores, que fazem surgir ideias inesperadas ou ajudam a formar parcerias. Mas, em geral, trabalhar de casa tem sido uma experiência satisfatória. Consegui me manter produtiva, e a redução no estresse de não ter que atravessar a cidade provavelmente aumentou um ano em minha vida. Para aqueles que vão embarcar nessa experiência de trabalho a distância, ofereço oito dicas para se dar bem.”
1- A linguagem é importante. Nunca diga ‘trabalho em casa’. Diga ‘meu escritório é em casa’, ou ‘trabalho para o escritório a partir de casa’. Além de soar mais profissional, você não entra para a lista de amigos e parentes como aquela pessoa que pode pegar meu filho na escola ou outros compromissos.
2- Algumas pessoas gostam de se vestir para o trabalho, mesmo que eles nunca ponham o pé pra fora de casa. Outras gostam de andar pela casa de pijamas. É uma escolha pessoal. Mas se você preferir a última, pelo menos troque de roupa uma vez de dia e de noite. Casual, sim. Sujo, não.
3- Fale com alguém do trabalho pelo menos uma vez por dia. Longos momentos de silêncio são angustiantes. Após três dias, eu fico me sentindo uma criança num acampamento: preocupada de que na minha ausência, eles terão mudado de casa sem me dizer. Melhor falar com gerentes, que sabem da situação geral.
4. Fofocar, navegar na internet e comprar uma coisinha durante o almoço são maneiras saudáveis de desanuviar a cabeça do ambiente barulhento, do café ruim e da cadeira desconfortável comuns ao trabalho. Apesar de em casa haver mais silêncio e conforto, não dá pra trabalhar oito horas sem parar. Então faça coisas úteis como pausa: lave roupa, varra o chão, faça um exercício (somente se você não gostar de se exercitar; se for divertido, você vai se distrair).
5- Se você tem filhos, explique a eles que quando sua porta estiver fechada, eles não devem incomodá-lo. Se eles não obedecerem, diga que se eles interromperem seu trabalho você vai perder os seus prazos, vai ser demitida, a família vai viver na rua e você vai vender seus brinquedos para comprar comida.
6- Galinhas adorariam trabalhar das 4h às 13h; as corujas, das 15h à meia-noite. Mas lembre-se de que alguns compromissos, ligações e conferências podem ser fora de seu horário de preferência. É tentador criar uma rotina adaptada ao seu organismo; mas é melhor se basear nos horários em que o mundo exige que você esteja disponível.
7- Em casa, temos três telefones: uma para a família, um para as crianças e um para as ligações de trabalho. Tenha um aparelho somente para o trabalho, assim você não corre o risco de alguém atender desavisadamente (‘Ei, mãe, é um tal de Steve Jobs, posso dormir na casa do Lucas?’), e você pode atender no modo profissional (‘Aqui é Leigh Buchanan’) e pessoal (‘Que foi?’).
8- Tenha uma cafeteira boa. Precisa dizer mais alguma coisa?
Fonte: SANTOS, Ricardo. Papo de Empreendedor. http://www.papodeempreendedor.com.br/recursos-humanos/oito-dicas-para-quem-trabalha-em-casa/
Posted: abril 16th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo | Tags: história, lição de vida, pescador, sábio | 1 Comment »
Um homem de negócios, americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los.
Pouco tempo – respondeu o mexicano.
Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante. O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família. O americano voltou à carga:
Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?
O mexicano respondeu:
Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor.
O americano assumiu um debochado ar de pouco caso e disse:
Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, perito em ‘Qualidade’ e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão.
- Mas, senhor, quanto tempo isso levaria? – Perguntou o pescador, com os olhos arregalados.
- Uns 15 ou 20 anos – Respondeu triunfante o americano.
- E depois, senhor?
O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte.
Quando chegasse a ocasião certa, você poderia abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito, muito rico. Ganharia milhões.
Milhões, senhor? E depois?
Depois… – Explicou o americano – …Você se aposentaria… Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os seus netos, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos…
Posted: abril 13th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Charges | Tags: 2010, charge, dilma, eleições, serra | 12 Comments »

Posted: abril 4th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo | Tags: competitividade, complexidade, empresas, gestão, inovação | No Comments »
Gerir hoje envolve uma gama muito mais abrangente e diversificada de atividades do que no passado. Consequentemente, o gestor hoje precisa estar apto a perceber, refletir, decidir e agir em condições totalmente diferentes das de antes.
O dia-a-dia de um gestor envolve atualmente diferentes entradas em uma realidade complexa:
- Interdisciplinariedade - os processos de negócio envolvem equipes de diferentes áreas, perfis profissionais e linguagens;
- Complexidade - as situações carregam cada vez um número maior de variáveis;
- Exiguidade - o processo decisório está cada vez mais espremido em janelas curtas de tempo, e os prazos de ação/reação são cada vez mais exíguos;
- Multiculturalidade - o gestor está exposto a situações de trabalho com elementos externos ao seu ambiente nativo, e, por conseguinte com outras culturas: clientes, fornecedores, parceiros, terceiros, equipes de outras unidades organizacionais, inclusive do estrangeiro;
- Inovação - tanto as formas de gestão, quanto a tecnologia da informação e da comunicação, estão a oferecer constantemente novas oportunidades e ameaças;
- Competitividade - o ambiente de mercado é cada vez mais competitivo, não só em relação aos competidores tradicionais, mas principalmente pelos novos entrantes e produtos substitutos.
Nesse ambiente, a diferença entre sucesso e fracasso, entre lucro e falência, entre o bom e o mau desempenho está no melhor uso dos recursos disponíveis para atingir os objetivos focados.
Gerir a aplicação dos recursos é crucial, sejam recursos materiais, financeiros, de informação, humanos, de comunicação ou tecnológicos.
A ênfase na gestão vem da necessidade de aperfeiçoar continuamente os processos de negócio, pelo aprendizado e inovação permanentes.
Novos métodos de gestão, novas ferramentas de apoio, novos sistemas de informação, tudo isso representa o esforço por aperfeiçoar a gestão.
FONTE: GAZETA DO POVO, Coleção gestão empresarial: uma contribuição ao mundo dos negócios