Posted: dezembro 16th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo, Estratégias, Startups | 4 Comments »
Durante minhas leituras por aí, encontrei um texto muito interessante sobre a onda de Kindleberger. Achei muito bacana a concepção e acredito que estamos presenciando um exemplo dessa onda no Brasil: o boom das compras coletivas.
A onda de Kindleberger é dividida nas seguintes fases:
1) Deslocamento: A inovação dá origem a uma nova onda de alta tecnologia, gerando uma nova tecnologia. Os empreendedores pegam a onda e começam a sonhar em desenvolver novos produtos com ela.
2) Euforia: Assim que as empresas pioneiras são financiadas e seus primeiros produtos são lançados, um grupo de start-ups liderado por empreendedores experientes entra com planos de negócios que também recebem financiamento. A mídia começa a escrever histórias sobre um fascinante futuro para essa nova onda.
3) Excesso de crédito: Os investidores correm para encontrar novas start-ups interessantes e, de repente, há dinheiro circulando para praticamente todo mundo no mercado. Um monte de empresas iniciantes imitadoras entra em cena. Todos estão falando sobre a nova onda.
4) Mania: A notícia se espalha rapidamente e, de uma hora para outra, todo mundo quer participar dessa próxima grande onda, por mais inusitadas que sejam suas pretensões comerciais. De repente, todo mundo é especialista na nova onda.
5) Estressa financeiro: As batalhas competitivas tornam-se intensas. Empresas individuais começam a se destacar, assumindo a liderança em relação aos concorrentes, que ficam cada vez mais para trás. A realidade se instala, uma vez que só poucos prosperarão e o restante está destinado a cair no esquecimento.
6) Reação: Na fase final, uns poucos vitoriosos emergem e a última das start-ups em dificuldades acaba sucumbindo. Os investidores de risco comemoram as poucas vitórias, contam as perdas e começam a procurar a próxima grande oportunidade.
O que acha? Estamos surfando em uma onda de Kindleberger?
Posted: dezembro 16th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo, Palestras, Startups | 1 Comment »
Posted: novembro 18th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo, Estratégias, Marketing, Startups | 3 Comments »
Muitas pessoas me conheceram graças ao meu trabalho na Quicksys, e agora tenho o prazer de anunciar que também sou sócio da startup DeskMetrics – Google Analytics para software desktop.
A DeskMetrics é um desktop analytics. Lançamos nosso serviço oficialmente no dia 29 de outubro de 2010 no TechCrunch - um dos maiores blogs de TI do mundo.
Fornecemos informações relevantes em tempo real sobre a utilização do software para desenvolvedores e empresas de softwares obterem uma visão completa sobre os seus usuários e o funcionamento dos produtos.
Com a solução da DeskMetrics, é possível identificar os perfis dos usuários (número de execuções, instalações, desinstalações, lealdade, configurações do PC, localização geográfica…), o entender o comportamento dentro do software (desde o tempo de permanência dentro de uma janela até quais as funções estão sendo mais utilizadas), visualizar indicadores de audiência, mensurar conversões e reconhecer tendências.
Todos os dados coletados são exibidos através de gráficos e relatórios gerados dentro de uma plataforma web na nuvem.

A DeskMetrics fornece componentes de fácil implementação nas principais linguagens de programação do mercado. As chamadas da API estão encapsuladas e prontas para serem utilizadas nas aplicações. Inicialmente estão disponíveis componentes para: C, C++, Delphi e .NET.
Fique à vontade para conhecer nosso site e testar o serviço gratuitamente durante 30 dias: http://deskmetrics.com
Posted: outubro 23rd, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo, Estratégias, Startups | 3 Comments »
Um erro clássico é ficar empolgado com uma tecnologia antes de encontrar uma aplicação para ela. “É uma tecnologia em busca de um mercado” — este é o sinal de morte certa para uma start-up que busca receber um investimento de risco.
Ótimas start-ups raramente começam com uma tecnologia genérica como diferencial competitivo. As que o fazem, parecem acabar no cemitério tecnológico.
Cuidado ao tentar montar uma start-up com base em uma nova ciência que ainda precisa ser comprovada. É preciso ter a ciência pronta para ser transformada em um produto inteiramente inovador. Apenas algumas raras empresas de ciências conseguiram receber aporte para provar que determinada ciência funcionará de fato.
Concentre-se em usar as tecnologias existentes para criar ótimos produtos que fascinem os clientes. O objetivo é usar a tecnologia para obter avanços significativos que resolvam grandes problemas e se convertam em novos produtos atraentes.
Resolver problemas tecnológicos só pelo prazer de resolvê-los não é o objetivo de um empreendimento. As start-ups precisam vender o mais rápido possível. Planeje usar a tecnologia para criar produtos que deixem os stakeholders entusiasmados com seu valor para os usuários finais.
*Texto baseado no livro Diferencial Competitivo de Johh L. Nesheim.
Posted: outubro 11th, 2010 | Author: Bernardo Porto | Filed under: Empreendedorismo, Estratégias, Marketing, Startups | 2 Comments »
Definir um padrão em um mercado com nova tecnologia e desenvolver a marca de sua startup exigem concentração de seus esforços em um só objetivo: encontrar uma única categoria de mercado para dominar.
A concentração da força e a singularidade de objetivo são críticas para o sucesso do marketing do novo empreendimento. Você precisa escolher apenas um elemento no qual se concentrar, não uma longa lista de opções. Como crianças, os fundadores de start-ups devem aprender o sentido da primeira palavra que os pais ensinam a seus filhos: “Não!”.
Empreendedores inexperientes não gostam de dizer não ao que consideram ser empolgante. Adoram a adrenalina que sentem ao tentar algo novo. Porém, vender para o cliente errado pode tirar o foco de toda a empresa. Empreendedores ingênuos desejam vender a todos os possíveis consumidores porque seus sentimentos dizem que, se não o fizerem, poderão perder grandes oportunidades. O problema em aceitar qualquer compra de qualquer cliente da indústria e de qualquer país é que isso dissipa recursos escassos. Essas ações sem planejamento remetem a empresa a inúmeras direções. Isso impede que a pequena start-up se torne líder em um segmento de mercado.
O objetivo não é tornar-se grande e depois famosa. Ao contrário, é tornar-se a líder dominante da nova categoria em rápido crescimento e conquistar renome como a melhor do mercado. Isso exige foco. Requer saber dizer não.
*Texto baseado no livro Diferencial Competitivo de Johh L. Nesheim.