"Com talento ganhamos partidas; com trabalho em equipe e inteligência ganhamos campeonatos."

A Estratégia do Oceano Azul – Conceitos e Cases

Posted: novembro 5th, 2009 | Author: | Filed under: Empreendedorismo, Estratégias | Tags: , , , , , , | No Comments »
a estrategia do oceano azul11 A Estratégia do Oceano Azul   Conceitos e Cases

Livro - A Estratégia do Oceano Azul

O livro “A Estratégia do Oceano Azul” escrito por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, apresenta uma nova maneira de pensar sobre estratégia, resultando em uma criação de novos espaços (o oceano azul) e uma separação da concorrência (o oceano vermelho).

Os autores da obra são da área acadêmica e baseiam toda a obra em uma extensa pesquisa realizada com diversas empresas. Em dez anos de estudo envolvendo 108 empresas, verificou-se que 86% dos novos produtos lançados eram extensões de linhas e que apenas 14% tentavam criar mercados de oceanos azuis. No entanto, esses 14% geraram 38% do total dos faturamentos e 61% dos lucros totais.

Objetivos da Estratégia do Oceano Azul

  • Tornar a concorrência irrelevante através da exploração de novos espaços de mercado
  • Proporcionar ao mesmo tempo diferenciação e baixo custo

Quebra de paradigmas

  • Descobrir novas forma de realizar negócios
  • Atender necessidades
  • Novos mercados
  • Novos produtos

Oceano Vermelho

  • Concorrência acirrada
  • Comoditização
  • Demanda estacionada
  • Diminuição de lucros
  • Regras setoriais bem-definidas

Oceano Azul

  • Mercado inexplorado
  • Alta lucratividade
  • Demanda em ascensão
  • Expansão das fronteiras setoriais
  • Inovação com valor

Inovação de Valor

“Ao invés de focar em destruir a concorrência, torne-a irrelevante, oferecendo um salto de valor e criando uma nova demanda de mercado.“

Os Passos da Estratégia

  1. Analisar suas competências
  2. Visualizar o mercado
  3. Montar sua estratégia
  4. Comunicar este plano ao mercado

Características de uma boa estratégia do Oceano Azul

  • Foco
  • Singularidade
  • Mensagem Consistente

Case: GOL Linhas Aéreas
gol logo A Estratégia do Oceano Azul   Conceitos e CasesA GOL é considerada um oceano azul das companhias aéreas. Nenhuma de suas concorrentes já teve uma expansão tão rápida, espetacular e com custos 60% menores como a GOL. A postura agressiva da empresa em relação aos preços mudaram as regras do setor.  A empresa foi responsável pela quebra de vários paradigmas, entre eles:

  • Passagens de baixo custo sem luxo
  • Viagens noturnas econômicas
  • Comercializar através da internet
  • Competir também com as companhias terrestres

Conclusões

  • O fundamental é ter visão de futuro, e não apenas pensar em cumprir metas estipuladas, mas encontrar fórmulas para superá-las.
  • Tanto empresas veteranas quanto as novas podem criar oceanos azuis.
  • Os oceanos azuis e vermelhos sempre coexistiram. Estas teorias apresentadas buscam apenas sistematizar a busca por esses oceanos azuis, assim como as diversas teorias de atuação em oceanos vermelhos.
  • O desafio que se impõe para as organizações e para seus profissionais é desbravar novos mercados até encontrar o seu oceano azul.

Referências: LIMA, Ari.


Criatividade versus Inovação

Posted: novembro 3rd, 2009 | Author: | Filed under: Empreendedorismo | Tags: , , , , | No Comments »


Os 4 mitos da inovação

Posted: outubro 26th, 2009 | Author: | Filed under: Empreendedorismo | Tags: , , , | No Comments »

1. O departamento de P&D é responsável pelas inovações da empresa

Existe uma forte crença de que todas as grandes inovações surgem do departamento de P&D - Pesquisa & Desenvolvimento. De certa forma, o P&D é a área da empresa em que a inovação está mais fortemente atrelada a seus processos. Mas isto não quer dizer que os outros departamentos não são responsáveis por inovar.

Todos em uma organização têm potencial de criação. Quanto melhor a capacidade de capturar e sistematizar processos de avaliação e implementar idéias vinda das diferentes áreas da empresa maior serão as suas chances de desenvolver soluções inovadoras.

Uma idéia bem desenvolvida fora da área de P&D também pode gerar inovações radicais que agregam um valor substancial. Esse valor agregado pode ser algo menos tangível do que um produto novo, porém pode gerar mudanças substanciais na estrutura de mercado.

2. Inovações radicais demandam grandes investimentos

O primeiro pensamento está diretamente ligado ao mito anterior, que “delega” a inovação a área de P&D. Sendo os gastos nesta área tradicionalmente vultosos, nada mais lógico do que associar a inovação à necessidade de altos investimentos.

O segundo deriva da ligação imediata de inovação radical ao desenvolvimento de novas tecnologias. Ora, se inovações surgem apenas de novas tecnologias, e desenvolvê-las é um processo totalmente dispendioso, é fácil concluir, mais uma vez, que o processo de inovação demanda altos investimentos.

Tais pensamentos também nos levam a concluir que apenas grandes empresas seriam capazes de inovar, pois seriam elas as únicas a conseguir recursos para desenvolver tal processo. Porém, ao olharmos grande parte dos casos de inovações radicais na história recente, veremos que a maioria delas não surgiu de grandes empresas. Muitas delas foram geradas por empresas recentemente constituídas, que conseguiram inovar utilizando novos conceitos e modelos, trazendo uma nova abordagem para um problema existente.

3. As inovações ocorrem por acaso

Muitas empresas acreditam que para se obter uma inovação radical, basta reunir seus funcionários mais brilhantes em uma sala e deixá-los lá por algumas horas, e “o tempo se encarregará do resto”. Na verdade, o processo está bastante longe disso.

Empresas que desejam desenvolver inovações não podem esperar a boa vontade de seus funcionários. Devem criar processos proativos de captação e alavancagem das idéias de seus colaboradores, criando condições para que as inovações ocorram.

Num mercado cada vez mais competitivo, não é possível depender do acaso para gerar inovações. Um processo bem estruturado é fundamental para empresas que desejam inovar de maneira efetiva e freqüente.

4. Inovar radicalmente significa criar novos mercados

Inovações radicais geralmente estão associadas a iniciativas que têm a capacidade de criar novos mercados, levando a empresa a conquistar clientes dos antigos concorrentes, gerando assim altas margens de lucro e uma posição de sustentabilidade no longo prazo.

A realidade mostra que esta posição de sustentabilidade é apenas momentânea, e depende em grande medida da capacidade da empresa para consolidar sua liderança no mercado através de itens como preço, imagem de marca e qualidade, o que demanda uma estrutura que comporte a demanda de grandes esforços e recursos financeiros.

Como esta grande parte das vezes não é o cenário em que as empresas atuam, a inovação acaba sendo deixada de lado por ser muito “complexa”, o que não é verdade. Estas empresas geralmente enxergam apenas uma face da moeda, que é criar novos mercados. Muitas vezes, competir com empresas maduras dentro de seus mercados pode ser uma grande saída. Ingressar em mercados maduros com novas idéias pode pegar os concorrentes de surpresa, e mudar totalmente a base de competição nestes setores.

Fonte:
http://www.slideshare.net/pfloriano/quebrando-4-mitos-para-inovar-radicalmente